Ex-vendedora é presa em Eunápolis acusada de aplicar golpes em clientes com cartões de crédito
Uma mulher de 37 anos foi presa na manhã desta quarta-feira (10), em Eunápolis, acusada de estelionato, furto mediante fraude e falsidade ideológica. (11/09/2025)
O mandado de prisão preventiva foi cumprido em uma agência bancária, no centro da cidade, onde ela trabalhava atualmente. A ordem foi expedida pela 2ª Vara Criminal.
Segundo a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, a suspeita, identificada como Maykilane Almeida Costa, atuou durante três anos como vendedora na loja Magazine Luiza, período em que aproveitava a confiança de clientes para abrir cartões de crédito em nome de terceiros. De posse dos dados, realizava compras em lojas físicas e sites de venda sem a autorização dos titulares.
Diversas vítimas relataram terem sido surpreendidas com cobranças desconhecidas e acabaram com o nome negativado. A investigação aponta que a mulher selecionava principalmente clientes em situação de vulnerabilidade, como idosos, aposentados e pessoas com pouca instrução, que buscavam crédito na loja. Em um dos casos, uma vítima apresentou extratos que comprovavam a contratação de 15 seguros sem consentimento.
Nos episódios mais graves, quando algum cliente questionava as transações e solicitava cancelamento, a ex-vendedora convencia a fornecer nova biometria e assinatura digital, alegando ser necessário. No entanto, em vez de cancelar, emitia uma segunda via do cartão para outro endereço e utilizava todo o limite disponível.
Durante buscas na residência de Maykilane, no bairro Juca Rosa, a polícia apreendeu notebook, celular, tablet, fogão e televisor, todos sem comprovação de origem e suspeitos de terem sido adquiridos por meio das fraudes.
Ainda não há cálculo oficial do prejuízo total causado, mas uma das vítimas descobriu a existência de um cartão em seu nome, que nunca recebeu, com gastos superiores a R$ 10 mil.
A Polícia Civil acredita que Maykilane não agia sozinha e apura o envolvimento de outras pessoas no esquema. O delegado Marcos Reis afirmou que o inquérito deve esclarecer a extensão dos crimes e responsabilizar todos os participantes.
*Verdinho Itabuna