Praias de Morro de São Paulo vazias: taxa mais cara reacende debate
Quarta-feira 06 de maio de 2026.
Praias com cadeiras sobrando, ruas sem o tradicional vai e vem de turistas e nenhum sinal de filas no atracadouro. O cenário que viralizou nas redes sociais durante o feriado de 1º de maio acendeu um alerta em um dos destinos mais consolidados da Bahia: afinal, Morro de São Paulo está mesmo esvaziando? O preço para entrar tem relação com a possível diminuição de turistas?
A resposta, pelo menos por enquanto, não é simples. De um lado, imagens e relatos de quem vive do turismo apontam queda no movimento. Do outro, dados oficiais indicam crescimento no fluxo de visitantes, mesmo após o aumento da Tarifa de Utilização do Patrimônio do Arquipélago (TUPA), que hoje custa R$ 70 e já tem novo reajuste previsto para R$ 90 a partir de julho.
As imagens que circularam nos últimos dias, referentes ao último final de semana de feriado prolongado, destoam completamente do que se espera de um feriadão. Em vez de praias lotadas e ocupação máxima, o que se vê são espaços vazios, bares com mesas disponíveis e circulação tranquila nas vilas.
O contraste chamou atenção justamente por quebrar uma lógica histórica do destino, conhecido por operar no limite da capacidade em datas prolongadas.
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